Por Thomas Ferraro e Caren Bohan
WASHINGTON, 4 Out (Reuters) – Os republicanos da Câmara dos Deputados dos Estados Unidos se mantiveram firmes nesta sexta-feira no impasse com o presidente Barack Obama sobre a paralisação do governo federal, acusando-o de intransigência e de não se importar com o impacto sobre a população norte-americana, levando a crise a entrar no seu quarto dia.
Enquanto os republicanos e democratas permaneciam com as posições inalteradas diante da paralisação, desencadeada por divergências sobre a reforma de Obama no setor de saúde, os dois lados também entravam em conflito sobre uma medida para elevar o poder da administração de tomar empréstimos, a qual tem de ser aprovada pelo Congresso até 17 de outubro para evitar um default do governo.
O presidente da Câmara dos Deputados, John Boehner, tentou desqualificar relatos na mídia de que ele iria facilitar o caminho para o aumento do teto do endividamento público e enfatizou que os republicanos vão continuar a insistir em cortes orçamentários como condição para elevar o poder do governo de tomar empréstimos.
“Isto não é um tipo de jogo de maldição”, disse um Boehner exasperado, ao responder a um artigo do Wall Street Journal que citava uma autoridade não identificada da Casa Branca dizendo que os democratas estavam “ganhando a batalha da paralisação”.
Obama reiterou estar disposto a negociar com os republicanos, mas afirmou: “Nós não podemos fazer isso com uma arma apontada para a cabeça do povo americano…”
“Não há vencedores quando famílias não têm certeza sobre se serão pagas ou não”, disse Obama a repórteres, durante visita a um lugar no centro de Washington que serve refeições e estava dando desconto para funcionários públicos de licença não remunerada por causa da paralisação do governo.
A paralisação começou em 1o de outubro, quando a Câmara dos Deputados, controlada pelos republicanos, se recusou a aprovar uma lei de custeio do governo, a menos que incluísse provisões destinadas a retardar ou não repassar fundos para o plano de reformas do setor de saúde, conhecido como Obamacare, que está agora sendo implementado.
Obama novamente fez um apelo a Boehner para aprovar na Câmara a lei completa de financiamento, — sem a referência às reformas na saúde. A maioria dos democratas acredita que a legislação seria aprovada na Câmara com uma combinação de votos de seu partido e de alguns republicanos.
Boehner novamente se recusou a fazer isso. Um grupo conservador poderoso no Partido Republicano insiste em que não haja votação, a não ser que Obama faça concessões nas reformas do setor de saúde.
POSSÍVEL MANOBRA
Os democratas na Câmara estão avaliando se poderiam recorrer a uma manobra que forçaria a votação da lei para a reabertura imediata do governo, segundo um assessor na Câmara que pediu para se manter no anonimato.
O assessor não entrou em detalhes.
O porta-voz da Casa Branca, Jay Carney, disse ser “totalmente falso” insinuar que Obama não quer um fim rápido para a paralisação. “Queremos que isso acabe agora. Ponto final”, disse ele.
Diante do impasse, Obama cancelou os planos de visita a vários países da Ásia na semana que vem.
(Reportagem dicional de Steve Holland, Alina Selyukh, Roberta Rampton, Richard Cowan)
Republicanos seguem inflexíveis no impasse que paralisa governo dos EUA
Notícias de Economia Internacional – Yahoo Notícias
The post Republicanos seguem inflexíveis no impasse que paralisa governo dos EUA appeared first on Internet Mercado Blog.
Republicanos seguem inflexíveis no impasse que paralisa governo dos EUA

No comments:
Post a Comment