Saturday, August 31, 2013

Especialistas da ONU que visitaram a Síria chegam à Holanda

Especialistas da ONU que visitaram a Síria chegam à Holanda



AMSTERDÃ, 31 Ago (Reuters) – O avião com os inspetores da ONU que coletaram amostras e evidências relacionadas a um possível ataque com armas químicas na Síria chegou ao aeroporto de Rotterdam na Holanda neste sábado, disse um porta-voz do aeroporto.


Um porta-voz da Organização para Proibição de Armas Químicas disse que os inspetores iriam retornar à sede do órgão em Haia, e que as amostras que eles levaram serão distribuídas entre diversos laboratórios para testes.


Os especialistas deixaram Beirute, no Líbano, neste sábado em um avião fornecido pelo governo alemão, informou o Ministério de Relações Exteriores da Alemanha.


(Por Thomas Escritt)




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Polícia prende Wagner Canhedo, ex-presidente da Vasp, por sonegação

Diversos países alertam pessoas a não viajarem para o Líbano

Diversos países alertam pessoas a não viajarem para o Líbano





DOHA, 31 Ago (Reuters) – Diversos países aconselharam seus cidadãos a não viajar para o Líbano conforme tensões regionais crescem em meio a um possível ataque militar dos Estados Unidos na Síria.


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Entre os países que emitiram o conselho estão Bahrain, Kuwait, Grã-Bretanha e França, enquanto a Áustria disse aos seus cidadãos para entrar em contato com a embaixada no Líbano antes de viajar para lá.


O Bahrain e o Kuwait também pediram que aqueles que estejam no país atualmente deixem o local imediatamente, noticiaram agências de notícias estatais.


Uma fonte de segurança sênior no Líbano disse que 14 mil pessoas deixaram o país apenas na quinta-feira, sendo a maioria europeus.


Os Estados Unidos afirmaram considerar uma ação militar para punir o presidente sírio Bashar al-Assad pelo ataque “brutal” com armas químicas que dizem ter matado mais de 1.400 pessoas em Damascus há 10 dias. O governo sírio negou o uso de armas químicas.


Bombas atingiram duas mesquitas na cidade libanesa de Trípoli há oito dias, matando pelo menos 42 pessoas e ferindo centenas, intensificando a luta sectária que ultrapassou a guerra civil na vizinha Síria.


O Ministério das Relações Exteriores do Bahrein disse que seu conselho foi motivado por preocupações crescentes sobre o impacto da crise síria no Líbano, informou a agência de notícias BNA, na noite de sexta-feira. Embaixada do Kuwait no Líbano disse aos seus cidadãos para deixar o país devido à “incerteza de segurança”, segundo a agência de notícias KUNA.


A Grã-Bretanha desaconselhou as viagens para o Líbano na noite de sexta-feira, citando a recente onda de violência e tensões regionais mais amplas. O país também considerou que pode haver um aumento no risco com o crescimento do sentimento anti-ocidental ligado à possibilidade de uma ação militar. A França emitiu um conselho semelhante na quinta-feira.


(Por Amena Bakr)







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Nyad pula na água para nadar de Cuba até a Flórida

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HAVANA, 31 Ago (Reuters) – A nadadora de longas distâncias Diana Nyad pulou na água em Cuba no último sábado e começou a se dirigir para casa, em Key West, Flórida, perseguindo um sonho que ela alega ter quase tirado a sua vida no ano passado.


“Eu aprendi que, quando você vê um mar bonito e calmo como esse, não pode achar que será assim para sempre. Eu admito que estou assustada. Eu sei o que tem lá fora”, disse Nyad, de 64 anos, enquanto se preparava para entrar na água na Marina Hemingway, de Havana.


Os seus maiores desafios durante os 166 quilômetros de nado, além da fadiga, serão as venenosas águas-vivas que flutuam no estreito da Flórida, os tubarões, tempestades, ondas e a imprevisível corrente do golfo, que vai de oeste a leste entre Cuba e Flórida.


Se ela for bem sucedida, Nyad, que em quatro oportunidades não conseguiu completar a travessia, se tornaria a recordista mundial de nado mais longo sem assistências, ou seja, sem uma jaula para tubarões ou roupas especiais para protegê-la. Ela não usava nadadeiras.


Nyad disse na última sexta-feira que desistiu da tentativa do ano passado por causa de uma queimadura de água-viva, mas desta vez vai usar uma máscara de silicone.


(Por Marc Frank)




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Lentidão da Justiça desgasta defensores do Occupy Wall Street

Lentidão da Justiça desgasta defensores do Occupy Wall Street



NOVA YORK, 31 Ago (Reuters) – Manifestantes do movimento Occupy Wall Street que prometeram “ocupar” os tribunais contestando suas prisões por delitos menores, vêm sendo derrotados pela lentidão da justiça, com muitos deles abrindo mão dos julgamentos.


Enquanto o aniversário de dois anos do Occupy se aproxima, no dia 17 de setembro, o movimento que chegou a cativar a atenção nacional, está praticamente sem força.


Centenas de manifestantes que lutam contra a desigualdade econômica, montaram um acampamento improvisado em um parque no centro de Manhattan, inspirando a criação de acampamentos semelhantes em todo o país. A polícia acabou liberando o parque da cidade de Nova York, durante uma incursão noturna.


Mais de 2.600 prisões ligadas ao movimento Occupy, foram feitas em Manhattan, incluindo 700 na Ponte do Brooklyn (Brooklyn Bridge) no dia 1o de outubro.


Aproximadamente metade de todos os acusados se declarou culpada em troca de uma anulação das acusações, depois que ficassem sem ter problemas com a lei durante seis meses. Ao todo, menos de 70 casos chegaram a ser julgados, menos de três por cento do total; 53 resultaram em condenações.


Dezesseis casos permaneciam pendentes em agosto, de acordo com as estatísticas da promotoria de Manhattan.


Muitos acusados acharam que era muito oneroso ficar retornando várias vezes ao tribunal na sobrecarregada Justiça Criminal da Cidade de Nova York, que cuida de centenas de milhares de casos por ano, mesmo quando eles achavam que suas prisões haviam sido ilegais, disse Martin Stolar, um advogado da National Lawyers Guild (Associação Nacional dos Advogados), que cuidou de centenas dos casos.


“Qual é a melhor maneira de usar o seu tempo?” Stolar disse que perguntou a vários clientes. “Vir ao tribunal e contestar o caso, ou seguir em frente e continuar a fazer o trabalho político que o levou ao movimento Occupy em primeiro lugar?”


Durante quase dois anos depois da sua prisão na Ponte de Brooklyn, durante uma manifestação do Occupy Wall Street, Karina Garcia se recusou a aceitar um acordo com a promotoria.


Na sua nona ida ao tribunal, em junho, seus olhos se encheram de lágrimas depois que o juiz lhe disse para voltar em dois meses. Finalmente, o juiz determinou, no início deste mês que a promotoria havia perdido muito tempo para julgá-la e anulou seu processo.


A grande maioria dos manifestantes detidos foram acusados ​​de infrações menores, como conduta desordeira ou bloqueio de tráfego de veículos.


Na época, muitos manifestantes disseram que iriam lutar contra as acusações. Oficiais de Justiça designaram um tribunal especial, e o escritório de advocacia do Distrito de Manhattan designou uma equipe de promotores.


Alguns dos poucos casos duraram mais do que 10 vezes o período do acampamento.


(Por Joseph Ax)




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Rebeldes sírios planejam incursões para explorar ataques ocidentais

Rebeldes sírios planejam incursões para explorar ataques ocidentais



BEIRUTE, 31 Ago (Reuters) – Combatentes da oposição em toda a Síria estão se preparando para lançar ataques para explorar os esperados ataques militares, liderados pelos EUA, mas não há planos de coordenação com as forças ocidentais, disse um comandante rebelde sírio, neste sábado.


Os EUA disseram na sexta-feira que estavam planejando uma resposta limitada para punir o presidente sírio Bashar al Assad pelo uso “brutal e flagrante” de armas químicas, que eles dizem que mataram mais de 1.400 pessoas em Damasco, há dez dias. O governo sírio nega o uso de armas químicas.


Qassim Saadeddine, um ex-coronel do exército sírio e porta-voz do Conselho Militar Supremo dos rebeldes, disse que o conselho mandou um plano de ação militar a alguns grupos de rebeldes que deve ser usado, caso os ataques aconteçam.


“A esperança é aproveitar quando algumas áreas estiverem enfraquecidas por algum ataque. Mandamos que alguns grupos se preparem em cada província, para que seus combatentes estejam prontos quando o ataque acontecer”, disse ele à Reuters, pelo Skype.


“Eles receberam um plano militar que inclui preparativos para atacar alguns dos alvos, que esperamos que sejam atingidos pelos ataques estrangeiros, e alguns outros que esperamos poder atacar ao mesmo tempo.”


O Conselho Militar Supremo é o braço armado ligado à Coalizão Nacional, um grupo coordenador considerado como sendo a liderança da oposição política no exterior.


Saadeddine disse que os planos foram elaborados sem qualquer ajuda das potências estrangeiras. Ele disse que nenhuma informação foi dada a eles pelos EUA ou por qualquer país ocidental, como a França, que tem apoiado a realização de um ataque contra Assad.


(Por Erika Solomon)




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Volatilidade cambial será crescente até as eleições, diz Gustavo Franco

Volatilidade cambial será crescente até as eleições, diz Gustavo Franco



Por Natalia Gomez


CAMPOS DO JORDÃO, São Paulo, 31 Ago (Reuters) – A volatilidade cambial deve ser crescente até as eleições presidenciais do ano que vem, não apenas pela incerteza do mercado em relação a política do Banco Central, mas também devido ao ambiente político e social mais tenso no país, avalia o economista Gustavo Franco, ex-presidente do Banco Central e presidente do conselho da Rio Bravo Investimentos.


“Daqui até as eleições o período será de crescente volatilidade nas duas direções”, disse durante o 6o Congresso Internacional de Mercados Financeiro e de Capitais, em Campos do Jordão (SP).


Em sua visão, a insegurança sobre os fundamentos macroeconômicos no Brasil está estabelecida e torna os mercados financeiros mais sensíveis a qualquer fato novo. “Volatilidade é isso, uma hipersensibilidade ao noticiário.”


Segundo ele, o mercado não sabe quais são as prioridades do Banco Central e quais políticas serão usadas para atingí-las, e apenas uma clareza sobre estes assuntos poderia reduzir a volatilidade. Neste contexto, os fundos de investimento multimercado tendem a aumentar suas posições especulativas, enquanto as multinacionais aumentam as operações de hedge, afirmou.


Alem da política do BC, o cenário de incerteza é agravado pela proximidade com as eleições, que gera maior ansiedade, e pela tensão social que deve ocorrer no período da Copa do Mundo, a exemplo do que ocorreu em junho em meio à Copa das Confederações, quando uma onda de manifestações populares se alastrou pelo país, avalia o economista.


O ex-presidente do BC questionou o fato de a autoridade monetária ainda não ter usado recursos das reservas internacionais para atuar no mercado, já que este é um “instrumento mais forte” para conter a desvalorização do real.


Em relação ao Produto Interno Bruto (PIB) do segundo trimestre, anunciado na sexta-feira, Franco fez uma avaliação positiva.


“O numero é bem-vindo e surpreendente diante dos indicadores que aconteceram antes”, disse. Por isso, ele acredita que o crescimento anual do PIB poderá ficar acima de 2 por cento, quando antes sua previsão era de que ficasse abaixo deste patamar.


Mesmo assim, o economista afirmou que o PIB trimestral ainda esta “magrinho” e não indica nenhuma transformação, mas apenas uma boa notícia.




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