Monday, September 30, 2013

Senado dos EUA derruba plano da Câmara para adiar Obamacare

Senado dos EUA derruba plano da Câmara para adiar Obamacare



WASHINGTON, 30 Set (Reuters) – Democratas do Senado dos Estados Unidos derrubaram nesta segunda-feira a proposta da Câmara, de maioria republicana, para adiar o Obamacare por um ano em troca de financiamento temporário do governo federal para além desta segunda-feira.


Em voto partidário de 54 contra 46, o Senado, de maioria democrata, rejeitou o adiamento do Obamacare e a emenda da Câmara que revogaria um imposto sobre aparelhos médicos. Ambos os projetos estavam atrelados à medida de gastos emergenciais.


O plano de financiamento direto que valeria até 15 de novembro tem o objetivo de evitar a paralisação do governo e voltará agora para a Câmara.


(Reportagem de Richard Cowan e Kim Dixon)




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Premiê israelense pede que Obama mantenha sanções ao Irã

Premiê israelense pede que Obama mantenha sanções ao Irã



Por Matt Spetalnick e Jeff Mason


WASHINGRON, 30 Set (Reuters) – O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, fez um apelo ao presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, nesta segunda-feira para que mantenha as sanções contra o Irã e até as amplie caso Teerã continue seus avanços na área nuclear durante uma nova rodada de negociações com o Ocidente.


Buscando acalmar as preocupações israelenses sobre o envolvimento diplomático dos EUA com o Irã, Obama disse que Teerã tem de provar sua sinceridade com ações, não somente com palavras, e prometeu manter todas as opções sobre a mesa, incluindo a possibilidade de uma resposta militar.


Netanyahu foi recebido na Casa Branca somente três dias depois de Obama e o novo presidente iraniano, Hassan Rouhani, conversarem por telefone no primeiro contato entre o mais alto nível dos dois países em mais de três décadas. O telefonema gerou esperanças de que o impasse sobre o programa nuclear iraniano entre Teerã e o Ocidente, que dura mais de uma década, seja resolvido.


Sinais de uma reaproximação entre Estados Unidos e Irã preocuparam Israel, que acusa o Irã de tentar ganhar tempo e amenizar as sanções internacionais para buscar o desenvolvimento de armas nucleares. O Irã nega que esteja trabalhando na direção de uma bomba atômica.


“De fato, é crença firme de Israel que se o Irã continuar a avançar em seu programa nuclear durante as negociações, as sanções devem ser fortalecidas”, disse Netanyahu quando estava sentado ao lado de Obama e elogiou o presidente norte-americano pela sua resposta até então à questão iraniana.


Obama disse estar pronto a testar a abertura de Rouhani, mas insistiu no “maior nível de verificação” da redução do programa nuclear iraniano antes de fornecer o que ele chamou de “alívio de sanções”. As sanções internacionais provocaram sérios danos à economia do Irã, especialmente ao setor de petróleo do país.


Apesar de Netanyahu ter pedido uma “ameaça militar crível” para forçar o Irã a ceder, Obama deixou claro que os EUA continuam abertos ao uso da força militar caso a diplomacia fracasse.


Israel ameaçou realizar ataques unilaterais contra instalações nucleares iranianas, mas parece pouco provável que siga por esse caminho num período de tempo previsível, enquanto os EUA, seu principal aliado, tenta a diplomacia com o Irã.


(Reportagem de Dan Williams e Jeff Mason)




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Pela 1ª vez, Brasil tem resultado primário negativo em agosto–BC

Pela 1ª vez, Brasil tem resultado primário negativo em agosto–BC



BRASÍLIA, 30 Set (Reuters) – O setor público brasileiro registrou déficit primário de 432 milhões de reais no mês passado, primeiro resultado negativo para agosto desde o início da série em dezembro de 2001, afetado pelos maiores gastos com a Previdência, informou o Banco Central nesta segunda-feira.


O resultado foi bem pior que o esperado por analistas consultados pela Reuters, cuja mediana apontava para saldo positivo de 1,85 bilhão de reais. Em julho, o país havia registrado superávit primário de 2,287 bilhões de reais.


Em 12 meses até agosto, a economia feita para pagamento de juros foi equivalente a 1,82 por cento do Produto Interno Bruto (PIB), longe da meta do governo neste ano de 2,3 por cento.


O BC informou ainda que o déficit nominal –receitas menos despesas, incluindo pagamento de juros– ficou em 22,303 bilhões de reais no mês passado, enquanto a dívida pública representou 33,8 por cento do PIB.


O déficit primário em agosto foi gerado pelo resultado negativo de 55 milhões de reais do governo central, formado pelo governo federal, BC e Previdência Social. Em agosto, as contas públicas foram afetadas pelo início do pagamento do 13º salário a aposentados e pensionistas, aumentando o rombo da Previdência que, segundo o BC, ficou em 5,733 bilhões de reais no mês passado.


Ainda segundo o BC, os Estados e municípios tiveram déficit de 174 milhões de reais no mês passado, enquanto que as empresas estatais tiveram saldo negativo 203 milhões de reais.


No acumulado do ano, o superávit primário soma 54,013 bilhões de reais, sendo 37,441 bilhões de reais feitos pelo governo central e 16,774 bilhões de reais economizados por Estados e municípios.


A meta cheia de superávit primário para este ano era de 155,9 bilhões de reais, ou cerca de 3,1 por cento do PIB, mas o governo já reduziu a meta a 2,3 por cento.


Os resultados fracos até agosto vieram também com o baixo dinamismo da receita, afetada pelo mau desempenho da atividade econômica do país, e altos gastos com custeio.


(Por Luciana Otoni e Alonso Soto)




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Na ONU, Síria compara ação rebelde ao 11 de Setembro

Na ONU, Síria compara ação rebelde ao 11 de Setembro



Por Louis Charbonneau


NAÇÕES UNIDAS, 30 Set (Reuters) – O ministro das Relações Exteriores da Síria, Walid al-Moualem, comparou nesta segunda-feira o que descreveu como uma invasão de terroristas estrangeiros em seu país aos ataques de 11 de setembro de 2011 aos Estados Unidos.


Em discurso na reunião anual da Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) em Nova York, Moualem também disse que “terroristas de mais de 83 países estão envolvidos na matança de nosso povo e nosso Exército sob o apelo da jihad (guerra santa) global Takfiri (Takfiri se refere ao muçulmano infiel ou não-praticante)”.


A ONU afirma que mais de 100 mil pessoas morreram na guerra civil síria, que já dura dois anos e meio. O levante começou em março de 2011, quando o governo tentou sufocar manifestações pró-democracia. Atualmente mais de metade dos 20 milhões de sírios precisa de ajuda.


“O povo de Nova York testemunhou as devastações do terrorismo e foi consumido no fogo do extremismo e do derramamento de sangue, da mesma maneira que estamos sofrendo agora na Síria”, disse Moualem, referindo-se aos ataques de 11 de Setembro.


“Como alguns países, atingidos pelo mesmo terrorismo que sofremos agora na Síria, podem afirmam que combatem o terrorismo em todo o mundo enquanto o apóiam em meu país?”, indagou.


O governo do presidente Bashar Al-Assad acusa Turquia, Arábia Saudita, Catar, Grã-Bretanha, França e os EUA de armar, financiar e treinar forças rebeldes na Síria.


Moualem descartou a ideia de que haja rebeldes moderados em seu país, que as potências ocidentais dizem ser aqueles que pretendem apoiar.


“As afirmações sobre a existência de militantes moderados e extremistas se tornaram uma piada de mau gosto”, disse ele na assembleia de 193 nações. “Terrorismo é terrorismo. Não pode ser classificado como moderado e extremista.”


JIHADISTAS NA SÍRIA


Moualem também mencionou vídeos perturbadores publicados na Internet no início do ano nos quais um rebelde come o que parece ser o coração de um soldado do governo.


“As cenas de assassinato, massacre, de corações humanos sendo devorados foram mostradas na TV, mas não tocaram consciências cegas”, afirmou.


“Há civis inocentes cujas cabeças foram postas em grelhas só porque violaram a ideologia extremista e as visões distorcidas da Al Qaeda”, disse.


“Na Síria há assassinos que desmembram pessoas vivas e enviam os membros às famílias, só porque esses cidadãos estão defendendo uma Síria unificada e secular”, declarou Moualem.


No início deste mês, investigadores de direitos humanos da ONU disseram que desde julho rebeldes sírios linha-dura e combatentes estrangeiros, invocando a jihad, aumentaram os assassinatos, execuções e outros abusos no norte do país.


Na semana passada, o Conselho de Segurança da ONU obteve um raro momento de unidade a respeito da guerra síria aprovando uma resolução que exige a eliminação do arsenal químico da Síria até meados de 2014. A Rússia, aliada de Assad, também apoiou a medida, baseada em um plano que EUA e Rússia acordaram em Genebra.




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Berlusconi diz ter tomado sozinho decisão de retirar ministros

Berlusconi diz ter tomado sozinho decisão de retirar ministros



ROMA, 30 Set (Reuters) – O líder da centro-direita italiana, Silvio Berlusconi, disse aos parlamentares de seu Partido Povo da Liberdade (PDL) nesta segunda-feira que não foi influenciado por ninguém ao decidir retirar os ministros do PDL do governo no fim de semana.


A tempestiva decisão de Berlusconi abalou o governo de coalizão do premiê Enrico Letta e criou desacordo e ameaça de dissidência em seu próprio partido.


“Não fazia nenhum sentido continuar no governo, eu tomei a decisão sozinho”, disse Berlusconi, de acordo com um dos parlamentares presentes na reunião.


Membros mais moderados do PDL dizem que Berlusconi está sendo influenciado por um grupo de linha dura, que o pressiona a posições extremas.


(Reportagem de Paolo Biondi)




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